A prática dos “fazedores de marquinhas” e os profissionais em Desenho/Design.

Por Diego Jucá – Desenhador do grupo Desenhantes

Com a facilidade na aquisição de computadores de alta performance, com prestações de até 24 vezes sem juros no BIG, e a usabilidade que os novos recursos computacionais oferecem, hoje, fica cada vez mais fácil a prática do design por “micreiros” e charlatões na nossa área profissional. O que falta na maioria dos casos é o cliente entender que o Desenho para uma Identidade Visual busca dimensionar e estruturar todos os elementos visuais para um alinhamento na sua comunicação.

Desenvolver Identidade Visual para uma marca é ter a preocupação e o contexto onde ela vai ser inserida. Ela precisa estar estruturada para ter coerência em todas as aplicações previstas. A concepção de uma identidade é coisa séria e ainda vivenciamos muitos profissionais apresentando seus projetos aos clientes esperando um julgamento subjetivo na base do “eu acho bonito”. Certamente que a preocupação do sujeito nesse momento é apenas o seu bolso e não o seu profissionalismo, se é que, neste caso, ele existe.

Em poucos meses, reunimos bons profissionais para o grupo Desenhantes e foi o bastante para aceitarmos bons projetos e negar alguns outros. Assim, evitamos o desgaste físico e mental com clientes que acham que o nosso trabalho se faz na base do “bonitinho e baratinho”. De quem é a culpa? Do “micreiro-photoshopeiro”, inevitavelmente restrito pela falta de informação, conhecimento, entendimento, sabedoria e imaginação ou do cliente, já influenciado por um mercado cada vez mais prostituído, onde a estética brega domina nosso campo visual até na tampa de uma privada em banheiros de centros comerciais?

Vejo que o nosso posicionamento mais ortodoxo, ao contrário dos conselhos recebidos ultimamente por profissionais de outras áreas, não é exatamente utópico, pois é capaz de ser modificado ou melhorado, já que nenhum projeto em Desenho idealizado pode permanecer ideal por muito tempo. Assim, um projeto de Identidade Visual realizado não é um estado ou sistema ideal, mas um sistema ou estado à procura do ideal.

E você, colega, onde você se enquadra?