Os aspectos mais importantes das relações do usuário com os produtos industriais são as funções dos produtos, que se tornam visíveis durante a possível utilização e satisfação das necessidades. Cada produto tem várias funções.

A função mais importante é sempre acompanhada por outras que muitas vezes permanecem ignoradas. Quando um fabricante fornece a função prática de um produto industrial não pode excluir, consciente ou inconscientemente, as características estéticas.

Quando o desenhador configura produtos industriais, determina por ambas as funções do produto. Isso é feito em colaboração com o construtor sobre o princípio da divisão do trabalho. Em muitos casos, o construtor é responsável pelas funções práticas de produtos, ocupando-se com as funções do desenho estético e simbólico. Esta determinação das funções dos produtos só pode ser complementada se você acha que as atividades individuais são alinhadas em um resultado de compreensão geral (holístico). Essa coordenação pode  ser realizada pelo  desenhador, uma vez que tenha aprendido a manter seus olhos tanto no conjunto do produto como em um relacionamento total do produto-usuário, desde o início do planejamento.

Dentro deste cenário, onde o design leva à inovação, esta uma grande mudança conceitual onde as empresas não só priorizam o design, como o inserem no seu alto gerenciamento;

Assim, afirma o seguinte: o processo de uso em que satisfaça as necessidades do usuário através da características do produto. No processo do desenho de produtos industriais competem o construtor e ao desenhador a otimização das funções de um produto em coerência com as necessidades dos futuros utilizadores. Daqui resulta que o desenhador deve conhecer as múltiplas necessidades e aspirações dos usuários e grupos de usuários em todas as suas nuances, a fim de fornecer o produto com as funções adequadas. Infelizmente, em pesquisas realizadas o maior peso é representado pelas necessidades práticas, deixando de lado a configuração do produto das necessidades psicológicas e sociais.

Logogramas: desenho para projeto De Luiz Vidal Gomes e Marcos Brod Júnior

O desenhador continua afastado dos que seriam os usuários do produto e não podem orientar-se diretamente às suas necessidades.

Historicamente o design foi gerenciado através de duas perspectivas: ‘Bottom up’ ou ‘Top down’. Sob a perspectiva mais antiga, chamada de ‘Bottom up’, o designer é envolvido somente como parte de um lançamento de produto ou na criação de uma material gráfico para uma determinada empresa.
Roberto Bastos – Sceno Environmental Graphic Design.

Na maioria das vezes recebe informações de segunda mão sobre as necessidades de grupos de usuários potenciais, e estas são muitas vezes parciais, regido por critérios práticos ou limitados aos interesses das respectivas empresas. Em muitos casos, é atribuído ao desenhador industrial a missão de definir a função estética e simbólica com base em experiência adquirida através de seus estudos e durante o exercício de sua profissão. A determinação do aspecto do produto encontra-se, por tanto, geralmente no princípio da tentativa e erro. Se na realização do seu trabalho houver facilidade ao acesso de dados específicos sobre as necessidades estéticas e simbólicas dos futuros utilizadores, ou tiver a oportunidade de investigar diretamente sobre eles através de inquéritos e testes, poderá, então, definir a aparência estética dos produtos de acordo com critérios racional.

O processo de desenvolvimento do produto é realizado de acordo com critérios racionais em quase todas as etapas. Somente as configurações estético-formal, na aparência, geralmente gerada intuitivamente no “processo criativo” sendo escolhido o melhor aspecto “entre uma série de variantes, Mas que critérios você segue? O impacto dos produtos assim configurados exercidos sobre o usuário permanece desconhecido e não examinados, principalmente medido pelo sucesso das vendas.

Logogramas: desenho para projeto De Luiz Vidal Gomes e Marcos Brod Júnior

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Este post foi escrito com base no livro de:

Bernd Löbach- Desenho Industrial

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Logogramas: desenho para projeto De Luiz Vidal Gomes e Marcos Brod Júnior